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Essa eu não poderia deixar passar batido: Flaming Lips, Sonic Youth, Iggy Pop & Stooges, Nine Inch Nails , no Claro que é Rock, é para matar de alegria qualquer fã tupiniquim de música alternativa. Mais duas bandas completam as atrações internacionais: Suicidal Tendencies e Good Charlote. Aparentemente, vai ser no velho e massacrante esquema de maratona porque tudo isso rola no dia 26 de novembro, num lugar nunca antes explorado para eventos desse tipo, a Chácara do Jockey, no Morumbi. Dia 27 é a vez dos cariocas se divertirem, na Cidade do rock. Quando soube da confirmação do Nine Inch Nails não imaginei que as bandas que completariam o elenco do CQÉR seriam deste nível. Sinceramente,esperava bandas menores mas não menos legais,como o Interpol por exemplo. Os shows nacionais ficam por conta da velha e boa Nação Zumbi, Cachorro Grande e das bandas escolhidas pela organização do festival durante a turnê do Placebo, em maio.
Os ingressos começam a ser vendidos na primeira semana de outubro.É torcer para a facada não ser tão grande.
CRF
Quando não erram pela falta é pelo excesso. Ano passado foi o alvoroço pelo Pixies e um planejamento errado desde a hora de vender ingresso. Era site fora do ar, link de venda bloqueado no horário em que os ingressos começariam a ser vendidos -de acordo com a divulgação dos organizadores-, filas quilométricas em Curtiba e um lugar pequeno demais para a avidez de fãs que desejavam ver o retorno e a histórica vinda do Pixies ao Brasil.
Resultado: o show foi transferido para a Pedreira Paulo Leminski ,mais ingressos foram postos à venda para a felicidade daqueles que já estavam curtindo a tristeza de perder um grande show. A terceira edição do CRF,antes CPF,, traz a história ao contrário. Da grande Pedreira o evento foi transferido para um lugar menor,o Curitiba Master Hall. Do alvoroço provocado pelo Pixies vemos a pouca empolgação dos fãs do Weezer que é a atração principal do CRF. E ao invéz de ingressos em falta,
ingressos que sobram aos montes.
Se para o Weezer a procura está pequena, como estará a procura para Mercury Rev e Raveonettes? Os motivos para esse "fracasso" seriam o excesso de shows nesse segundo semestre? O último disco meia boca do Weezer? O preço do ingresso+viagem+hospedagem na capital paranaense???? Ou tudo isso junto? É torcer para o CRF conseguir fazer tudo dar certo ano que vem, porque os organizadores devem estar meio cansados de erros seguidos (e nós também).
O dia que milhares de pessoas ,inclusive eu, esperavam há anos finalmente vai chegar e está até marcado. Dois de dezembro,no Pacaembú. Sim, incrivelmente estou falando do Pearl Jam. A primeira banda decente que curti na vida, depois da minha fase queima filme em que ouvia metal (nossa ! parece que isso é lenda...se tiver alguém aí que curta metal, me perdoe). "Ten" foi o primeiro vinil que comprei juntando a grana do lanche da escola.Ainda lembro que comprei o disco num dia depois da aula, numa loja que vendia todos os gêneros musicais, mas que dava um certo espaço para o Rock,porque os vinis ficavam expostos na parede da loja.
Isso foi em meados de 1992. Quando, supostamente, da galera que eu conhecia, só eu conhecia a banda (que pretensão!). "Alive", era o primeiro clipe do Pearl Jam que rolava meio que perdido na programação da MTV - naquela época a recepção do canal era horrível, por isso a pretensão de achar que só eu conhecia a banda.
Aquela imagem preto e branco com uma onda sendo a primeira cena do clipe, em seguida, um riff de guitarra marcante e umas cenas toscas de show que preenchiam todo o espaço da música ficaram retidos na minha memória musical.
Depois disso as minhas anteninhas ficaram bem ligadas para tudo o que vinha do Pearl Jam e também para tudo que vinha de Seatle. Como conseqüência disso conheci o Nirvana,que logo caiu nas graças de todo mundo- só anos mais tarde eu entenderia por quê- o Alice in Chains,o Soundgarden, mais tarde o ótimo Mudhoney e até o Screaming Trees.
Se a primeira música que me chamou atenção foi "Alive" depois vieram "Even Flow", "Jeremy" e "Black" -passei a detestar as últimas duas porque tocaram à exaustão,na MTV e depois em algumas rádios. Comprei o disco conhecendo praticamente duas músicas, naquela época não tinha internet, MP3, nem na imaginação .
Lembro-me bem do especial Seattle apresentado pelo Gastão na MTV, no qual rolaram algumas músicas do Acústico do Pearl Jam. Claro que neste dia estava com controle remoto em punho e VHS devidamente no video cassete esperando a hora H!
Ao mesmo tempo que aquilo era muito legal, passou a me irritar, depois, o fato de o assunto ser apenas Seattle, Pearl Jam e Nirvana, principalmente. Ouvir as músicas rolando em rádios como Transamerica, Jovem Pan me desagradou e principalmente à exaustão como acontecia.
Nessa altura a banda que eu achava que só eu conhecia já tinha caído no gosto do povo e inclusive uma moda pegou: as indefectíveis camisas de flanela apareceram com força acompanhadas de cabelos compridos, de calças e tênis esfolados -qto mais podre melhor!
Aos poucos eu comecei a me encher e voltar a minha atenção para outros sons embora continuasse a gostar da banda.Passada a febre das bandas principais de Seattle e a morte de Kurt Coubain,que querendo ou não marcou o fim da grande onda,deixei o Pearl Jam de lado para valer.Mas ficava alerta a cada saída de disco novo. Ouvi um a um, de Ten a Yeld,este último até com certo atraso.Hoje confesso que perdi um pouco da seqüência da discografia do Pearl Jam.
Com certeza, o "amor" que tinha pela banda não é mais o mesmo,mas a vontade de vê-la ao vivo não morreu .De certa forma fiz uma promessa ingênua para mim mesma,numa época ingênua ,de que veria o Pearl Jam se um dia viesse tocar aqui, não importava o preço do ingresso.O que eu não contava é que eles viessem num momento em que minha situação financeira não é muito diferente de quando "...(i was) sittin' home alone at age thirteen..."
Seja como for quero estar no Pacaembú, dia 02/12, para lembrar velhos e ingênuos tempos.Yeah!
Esse ano vai servir para lavar a alma... Pelo menos em matéria de shows. Depois da sessão nostalgia com Marky Ramone e a sessão histórica com MC5, me aparece a notícia de que o demente Trent Reznor e seu Nine Inch Nails estão vindo tocar em novembro nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para uma sessão, digamos, psicopata.
O ano era de 1993 quando escutei NIN pela primeira vez. Lembro de ter lido em algum lugar que o NIN era, na verdade, uma banda de um homem só, o já citado Trent Reznor. Foi ao escutar o primeiro trabalho de Reznor, Pretty Hate Machine de 1989, o que para muitos é, com razão, o mais calmo e "acessível" trabalho do NIN, que percebi como a música eletrônica podia ser algo muito além de música feita para se tocar em pistas. Ela também podia ser introspectiva, insana, dolorida e, porque não, dançante. Os álbuns seguintes de Reznor são uma história à parte, mais agressivos, com mais guitarras, mais influentes. Sujeitos como Marylin Manson e bandas como Korn não existiriam sem o NIN para influência-los. Infelizmente, diriam alguns.
O fato é que o cara que morou e gravou o disco The Downward Spiral na mansão em que a atriz Sharon State foi morta pelo psicopata Charles Manson está vindo aí. Entendeu agora por que chamei a vinda do NIN de sessão psicopata e Trent Reznor de demente? Histórias como estas são normais na obra de Reznor, sempre envolvido no lado mais sombrio da psique humana. E é assim que Reznor faz seus ótimos discos, escrevendo sobre dores torturantes e violentas causadas por alguma paixão perdida.
Neste último sábado, dia 13 de Agosto, numa antiga fábrica maquiada para suportar eventos, no bairro industrial da Lapa, uma das bandas mais influentes da história se apresentou para um público de mais ou menos 1500 felizardos, ávidos por rock'n'roll. O DKT/MC5 e o convidado Mark Arm, vocalista do Mudhoney, ofereceram um show histórico, simples, enérgico.
Todas as bandas escaladas representavam o que há de mais tradicional e influente no rock nos últimos trinta anos. Isto é, muito punk, surf music e rock de garagem. Nada de música eletrônica, de teclados, nada do novo rock, de som moderno, "Nada de chubi-chubi-chubiruba", como disse muito bem um amigo. Uma pena os sets terem sido muito curtos, Pocket Shows de no máximo 45 minutos para cada banda, enquanto que o set do DKT/MC5 teve mais de uma hora.
Meu destaque vai para os Autoramas com suas influências de Man Or Astro-Man e Ramones; o New York Dolls paulista, Forgotten Boys, sempre direto, sem frescuras; Los Pirata com seu surf-punk-folk cantado em portunhol; o punk rock do Objeto Amarelo e suas letras divertidas e estranhas; os gaúchos do não menos divertido Irmãos Rocha! com seu punk rock das antigas; e o hard-core do Muzzarelas e suas bombinhas ninja. A parte negativa ficou para a acústica que, em praticamente todos os shows, foi um grande problema. O som dos instrumentos estava todo misturado, parecendo com um radinho de pilha AM/FM ligado no máximo. O mais curioso é que no show de algumas bandas a acústica ficou boa, em especial no show do Los Pirata e do DKT/MC5. Provavelmente o problema tenha sido causado pela pressa da organização, sem dar chance às bandas fazerem uma simples passagem de som.
Quando o DKT/MC5 entrou já passava das 3 da madrugada e nada mais importava. Ver o público cantando junto as influentes e, ao mesmo, deconhecidas músicas do MC5 foi emocionante. O senhor garganta Mark Arm gritava como nunca, foi perfeito em sua modesta posição de colocar pra fora toda a energia revolucionária cantada há mais de 30 anos atrás pelo falecido Rob Tyner. Wayne Kramer dividia com Mark a tarefa dos vocais, sempre muito simpático com o público. O mesmo Kramer, a certa altura do show, separou a platéia, pedindo que cada um cantasse um trecho e, logo depois, pediu que todos cantassem juntos, inflamando a platéia ao discursar "With unity, we have power!". O MC5 trouxe, nem que por um instante, um poquinho da atitude politizada que sempre marcou a banda na década de 60. Voltaram para dois bis antes de finalmente irem embora.
Queria deixar só mais uma notinha sobre o Campari... Ô liquidozinho estranho esse campari, parece um xarope de groselha. Será por isso que botam um monte de gelo, pra disfarçar o gosto ruim?
Aproveitando o último post da Cátia, gostaria de abrir um gigantesco parenteses e escrever um pouquinho sobre duas bandas que estão vindo para o Brasil e dar uma cutucada pessoal, de leve, no Curitiba Pop Festival deste ano.
Primeiro o Mercury Rev, banda americana formada no final dos anos 80 difícil de definir, composta por músicos versáteis com discos recheados de faixas que beiram ao pop, ao jazz, à psicodelia e ao puro noise. E muito rock. Às vezes parece Dinosaur Jr, às vezes parece Frank Zappa, é uma agradável mistura de muitos instrumentos, estilos e ótimas produções. E não existe ali mania de grandeza, nada é exagerado. No palco, dizem, tentam produzir a energia dos álbuns à enésima potência apenas com guitarras, baixo e bateria.
No mesmo dia em que o Mercury Rev se apresenta em Curitiba, os dinamarqueses dos Raveonettes tocam também pela primeira vez no Brasil. Mais conhecida, mais simples de definir, Raveonettes era, até o lançamento do último álbum, a banda mais próxima de Jesus and Mary Chain que eu consigo lembrar de ter escutado. Seu último trabalho é um disco com canções limpas que lembram o início do rock'n'roll, sem a pegada que caracterizou a banda, isto é, sem os três acordes das guitarras barulhentas, o baixo distorcido e os vocais a là irmãos Reid. Eu gostaria muito de ver um show dos Raveonettes que passasse bem longe da sonoridade do último disco.
O Curitiba Pop Festival, na minha humilde opinião, esta muito mal servido de bandas nacionais. Ultramen ? O Sete ? Leela ? Rádio de Outono ? Por favor, me parece ser uma das piores escolhas de bandas nacionais "independentes" da história. Bandas que nunca vão acrescentar nada, apenas o martírio de ficar esperando as atrações principais.
Boa sorte a quem for !
Depois de tanto tempo resolvi integrar a tríade de amigos internéticos que fazem esse blog.Nossa!
Campari Rock, Curitiba Rock Festival, Tim Festival, É claro que é rock...fora os shows avulsos como o Moby (um grande assalto!). É muito bom ver que finalmente a carência de festivais que antes deixava qualquer mortal, fã de música rock/pop/eletrônica/alternativa depressivo acabou. Agora tem de tudo e para todos os gostos.
Weezer,Raveonettes e Mercury Rev, em Curitiba. Strokes junto Wilco ou Kings of Leon ou Arcade Fire, aqui em São Paulo, na versão mini do Tim Festival que este ano rola na íntegra só no Rio. Moby no Espaço das Américas ou no aniversário do Hotel Unique para quem for muito dinheirudo, e talvez o Interpol no Claro que é rock fora todos os outros shows que ainda não estou sabendo e os que já rolaram no caso dos do Campari Rock. O grande problema vai ser escolher aonde ir em tão pouco tempo já que tudo rola concentrado em mais ou menos dois meses.
Mas não dá para não ficar meio bobo com preços. O comentário sobre ser dinheirudo em relação ao show do Moby, no Hotel Unique fica claro quando a gente lembra que o ingresso custa 300 reaizinhos!! Tudo bem que tem um open bar,mas... No espaço das Américas, o preço já cai para R$ 140. Acho que isso justifica o motivo do então Curitiba Pop Festiva, na edição de 2004, não ter fechado com o figuraça.
Confesso que a única coisa que me interessou, de fato, foi o Curitiba Rock Festival e mais ainda pela segunda noite que terá no palco Mercury Rev e Raveonettes, justamente, porque não tenho a menor idéia do que esses shows reservam. Assim como o mentor Sune Rose Wagner do Raveonettes também não sabe o que o Brasil reserva.
A pergunta que não cala...
Qual o real sentimento de Ian McCulloch pelo Brasil ? Será que é uma paixão irresistível pela nossa caipirinha ou quer acumular mais algum pecúnio para ter uma aposentadoria tranqüila?
Porque em quatro anos ele esteve aqui com o Echo and the Bunnymen e sem a banda umas 3 vezes...
Literatura
Pegando a onda do clima literário do post anterior fica a dica de um grande livro - que inclusive estou lendo- chamado "Os irmãos Karamázov"do escritor russo Fiódor Dostoiévisk. Conflitos familiares e muita alfinetada na fé católica dão o tom nesta longa história que posso voltar a comentar quando terminar de ler.
Com a retirada dos colonos judeus da faixa de gaza iniciada recentemente, nada mais atual do que ler Palestina - Uma Nação Ocupada, obra desenhada e escrita pelo jornalista Joe Sacco, lançado já faz um tempo aqui no Brasil pela Editora Conrad. Sacco viajou para a Cisjordânia a fim de retratar o lado da Palestina ocupada. O lado palestino é um dos lados que menos se vê nos jornais, os palestinos que acabam sendo o povo mais estereotipado pela mídia ocidental.
Ao conviver dias com os palestinos, morando em suas casas, comendo de suas comidas, escutando suas histórias, Sacco mostra como é a vida deste povo sofrido que luta desesperadamente a cada dia contra a falta de serviços básicos como luz e àgua, que vive a cada dia aterrorizado pelo poder bélico de Israel e de seus soldados. Voltar a viver como viviam antes da invasão de suas terras, este é o desejo de muitos que acabam lutando com pedras em punho contra tanques de guerra, este é o sonho de outros tantos que já não acreditam mais em um processo de paz e apenas tentam viver as suas vidas honestamente.
Me revolta saber, lendo o trabalho de Sacco, como vive o rico povo israelense, totalmente amparado pelo seu governo e de como vive os palestinos com sua pobreza, expulsos de sua própria terra, tratados de uma forma desumana. Me revolta mais ainda saber que a invasão é justificada, por muitos israelenses, por alguns escritos antigos de que a terra em que viviam os palestinos é uma terra sagrada e que tudo justifica a colonização destas terras e a expulsão, por qualquer meio, dos que lá viviam por séculos.
Sacco retrata histórias verídicas contadas por palestinos e vivenciadas por ele próprio e apresenta com detalhes o porquê de que tudo ali parece estar próximo a explodir, como um enorme barril de pólvora. Palestina - Uma Nação Ocupada é um trabalho jornalístico em formato de quadrinhos. Para mim, é um trabalho histórico sobre a situação na Palestina que abre os olhos como nenhum outro meio de comunicação já pensou em mostrar.
Para quem não tem dinheiro, dê uma passada na agradável gibiteca do SESI que fica na Avenida Paulista 1313, em frente ao metrô Trianon-Masp, lá estão à disposição para leitura as obras de Sacco e de tantos outros mestres dos quadrinhos.
Boa leitura !
No ano de 2004 a banda canadense Arcade Fire lançou um álbum aclamado pela crítica chamado Funeral que só fui ouvir falar à uns 3 meses atrás. Com Soulseek em punho, abaixei o tal trabalho dos caras e me deixei levar facilmente pelo art-rock com muitas cordas e o ritmo disco, onde quem manda mesmo é o baixo e a bateria.
Tenho tendência a gostar mais de bandas que amplificam a importância da cozinha baixo-bateria, mesmo por que é ela que faz mexermos o esqueleto ou ficarmos batendo a ponta dos pés.
As músicas do Arcade apresentam um crescendo perfeito entre o começo lento e quase dramático e o final, quando a melodia chega a ferver. Você vai balançar a cabeça antes mesmo de perceber que ali no meio estão um violino, um violão celo e outras cordas, todos seguindo o ritmo poderoso e constante da cozinha.
O single Wake Up já virou hino e a faixa Rebelion (Lies) se encaixa perfeitamente em qualquer pista de dança.
Influências da banda?
O que me vem à mente neste momento seria a psicodelia do Flaming Lips (o vocal lembra muito), o glam rock do Bowie, a breguiçe do Roxy Music e a densidade de bandas post-punk como o Echo and The Bunnymen.
Pois é, ninguém mandou perguntar...
Dizem os felizardos que já viram a banda ao vivo que o Arcade Fire é um esporro de suor e rock'n'roll que, dependendo do local e do dia, até sete pessoas se misturam no palco, entre integrantes e convidados, tocando tudo e todos.
Agora, sem mais lamentações, está confirmada a presença do Arcade Fire no Rio de Janeiro, no Tim Festival, dia 22 de Outubro. Festival este que também anunciou a vinda dos Strokes e da já rodada banda Wilco. O festival acontece também em São Paulo dia 23 de Outubro e em Porto Alegre no dia 25 onde, por enquanto, apenas os Strokes estão confirmados.
Será que vamos ir comprar o ingresso para ver o Strokes e vamos voltar falando da banda desconhecida que ninguem nunca ouviu falar e que simplesmente arrebentou ?
Tomara que sim !
Não tem desculpa. A Fantástica Fábrica de Chocolates (Charlie and the Chocolate Factory) foi reinaugurada pelo Tim Burton (para alegria dos 467.621.442.790 fãs dos filmes dele) e já está a pleno funcionamento, emitindo centenas de litros de gases achocolatados à atmosfera nesse exato instante. Onde? Ora bolas, eu estou falando de um filme, então é claro que é no cinema!
Bom, piadinhas infames à parte, o filme pode ser considerado algo muito bom e algo muito ruim, depende da ótica de quem está tecendo o comentário.
Os que estiverem afim de elogiar a obra poderão dizer que toda a magia do clássico da Sessão da Tarde continua lá, intacta e quem sabe até melhorada pelo toque genial de obscuridade e sombras que só o nosso amigo Tim Burton consegue dar a um filme. Podem dizer que a atuação de Johnny Depp (Willy Wonka) está absolutamente genial. E podem também dizer que o garotinho (putz, esqueci o nome do moleque. Mas é o mesmo que trabalhou com o Depp em "Finding Neverland".) está terrivelmente foda (posso dizer isso nesse blog?) e totalmente profissional e emocionante, mesmo pra um garotinho daquela idade. E ainda podem acrescentar que os Oompa-Loompas ficaram muito legais multiplicados digitalmente (todos eles são interpretados pelo mesmo cara) e cantam musiquinhas muito mais animadas e trabalhadas, fazendo com que o povo todo corra desesperadamente às portas das lojas de CDs para adquirirem a trilha sonora. Sim, eles podem dizer isso, e tudo isso, minha gente, está certo.
Mas, por outro lado, todavia, contudo, alternativamente, os que não gostarem da refilmagem podem dizer que o lance das relações pai-filho entre Willy Wonka e seu pai, Wilbur Wonka (interpretado por Christopher Lee), que foram tiradas sabe-se lá de onde pelo diretor, não tiveram "nada a ver com nada". Podem dizer que a "moral da história", que o filme passa na última cena tirou todo o lance meio psicótico do filme anterior. Podem dizer até que faltou o clássico cem por cento assobiável "Oompa, loompa, doompa-dee-doo" nas musiquinhas dos Oompas-Loompas. Enfim, há zárquons* de coisas que podem ser ditas por quem não gostou. E todas serão verdades, de certo ponto de vista.
O que pode ser dito para concluir é que eu gostei. Minha intenção com esse texto foi justamente a de dizer que quem não gostou possivelmente tem motivos pra isso, assim como quem gostou. Esse não é o filme perfeito desse século, nem mesmo pode-se dizer ao certo que esse é melhor do que o antigo, mas pode muito bem agradar a muitos. Incluindo você aí, que já está com olhos cansados de ler isso.
Então, como eu disse no início, não tem mais desculpas. Levanta daí e vai ver o filme!
Depois volta aqui e me conta em que grupo você resolveu entrar.
*Não sabe de onde raios eu tirei a palavra "zárquon"? Bah! Tá bom, no próximo post eu explico.
Estréia nos cinemas nesta sexta, dia 22 de Julho, Sin City, filme baseado na aclamada HQ em preto e branco de Frank Miller. O filme é dirigido pelo próprio e pelo mexicano Robert Rodriguez, o mesmo sujeito que dirigiu e produziu por míseros US$7000 um dos supostos filmes que Tarantino adoraria ter feito, El Mariachi, película de ação com influências de filmes de velho oeste, anime e quadrinhos, com muito sangue, tiros e humor.
Em Sin City, Rodriguez e Miller jogam na tela várias histórias escritas e desenhadas à luz e sombras no papel por Miller e seu nanquim, histórias policiais vividas por personagens anônimos, verdadeiros outsiders, corruptos, violentos, apaixonados, em um palco onde o calor e a chuva se misturam num clima sempre noturno, a cidade do pecado, a Sin City do título.
Depois desta empolgação toda, só me resta assistir ao filme.